domingo, 2 de dezembro de 2012

Depoimento do 1º Colocado AFRFB 2012 - Thomas Araujo Jorgensen


Aqui vai o depoimento desse grande vencedor!

Aqui vai o link do perfil dele no Facebook: https://www.facebook.com/thomas.jorgensen.9?fref=ts

Pessoal, segue então o meu depoimento. Gostaria de adiantar que as coisas que irei relatar foram válidas para mim. Eu fiz as coisas de acordo com o que eu acredito. Muitas pessoas vão discordar, mas as pessoas são diferentes mesmo. Você que ler este depoimento, tente tirar proveito daquilo que se adequa à sua pessoa. Foi o que eu fiz com os inúmeros depoimentos que li. Além disso, este depoimento será mais útil para a área fiscal, mais especificamente para AFRFB.

Meu nome é Thomas Araujo Jorgensen. Tenho 27 anos de idade e nasci na Dinamarca e fui para o Brasil com 2 anos de idade. Morei dos 2 aos 11 no Rio de Janeiro. Depois passei 1 ano em Bauru (interior de São Paulo). Finalmente fui para Florianópolis, cidade em que vivi dos 12 aos 25 anos, até junho de 2010, quando fui para Uruguaiana devido à aprovação no concurso de ATRFB/2009. Em janeiro de 2011, depois de ficar alguns meses curtindo a nova vida em Uruguaiana (sim, é possível curtir esta cidade, rsrsrs), resolvi começar a estudar efetivamente para AFRFB. À época, todos achavam que haveria um concurso em 2012. Mais ou menos 1,5 anos depois, fiz a prova de AFRFB e fui aprovado.

O processo

Acho que o primeiro passo para passar em um concurso deste porte é definir o quanto você deseja esta aprovação. Eu sempre me colocava no lugar de uma pessoa casada, com 2 filhos para criar, em um emprego de baixa remuneração, e que aproveitava CADA MINUTO do pouco tempo disponível para ler algumas palavras de conteúdo para conseguir uma aprovação. Para que você tire a vaga de uma pessoa como essa, você REALMENTE deve merecer isto, abrindo mão de muitas coisas boas da vida para ler e se aperfeiçoar nas matérias em busca de um bom desempenho. Poucas pessoas entendem o quanto de dedicação é necessário para isso. As frases que eu mais ouvia eram essas: "Você vai estudar agora?? Mas nem saiu o pedido de autorização ainda!!"; "Você vai deixar de sair com a galera? Mas o MPOG nem autorizou ainda!!"; "Você não vai ao show do Paul McCartney com a gente?? Mas nem saiu o edital ainda!!"; "Você não vai ir pra night com a gente?? O edital acabou de sair!" e etc... A única coisa que me arrependi de não fazer foi de não ir ao show do Paul mesmo, rsrs... Mas, paciência... Para superar essas frases dos amigos você deve entender como que você pensa e enxerga as coisas. No meu caso, o mais importante era ficar com a consciência limpa. Assim, eu estudei o máximo que eu pude e fiz a prova relativamente tranquilo. Para mim, o pior cenário possível não é estudar muito e não passar. É estudar pouco e não passar por uma questão. Se eu desse o meu máximo e não passasse, eu saberia que aquilo não era para ser. Afinal, eu fiz o que estava ao meu alcance.

O segundo passo é definir UM CONCURSO ESPECÍFICO para mirar e definir um prazo confortável. A minha recomendação para quem vai começar do zero é um horizonte de 1 a 1,5 anos. Muitas pessoas irão dizer que aplicando técnicas otimizadas você consegue aprender as coisas mais rapidamente e etc... Respeito muito quem diz isso, mas acho que o objetivo é ter um tempo para chegar com a matéria bastante amadurecida e solidificada na cabeça, com muita calma. Para isso, o cérebro precisa de um tempo. No caso do concurso de AFRFB, são aproximadamente 20 disciplinas (destrinchando bem o edital dá mais ou menos essa quantidade de matérias). O ideal é que você esteja muito bem preparado em todas elas, de modo que quando sair o edital você possa dedicar 80% do seu tempo para as novidades. Os outros 20% ficam para revisão das outras matérias. Outra coisa muito importante para ter em mente é o fato de que a ESAF, na prova para AFRFB, não está procurando o candidato que saiba TUDO sobre as 20 matérias. Isso é humanamente impossível. Talvez só o Demétrio consiga (mas eu tenho uma teoria de que ele não era humano, rsrs... era simplesmente um caso à parte). O que a ESAF quer é um candidato que saiba lidar bem com essas adversidades e consiga uma boa nota final, priorizando os aspectos mais importantes. Como diria o MESTRE Ricardo Alexandre, o objetivo do concurseiro é estudar até o ponto em que a sorte não seja um fator DECISIVO na sua aprovação. Ela é sempre bem vinda, mas não pode ser ela o fator que irá determinar se o seu nome estará ou não na lista de aprovados. Para ficar em primeiro lugar, podem ter a certeza de que eu tive sorte. Mas sem a sorte, acredito que ainda estaria entre os 15 primeiros.

Com um prazo confortável, resta-lhe estabelecer uma rotina e segui-la à risca. Eu exerço o cargo de ATRFB em Uruguaiana. Para mim foi ótimo, pois aqui trabalhamos 14 plantões de 12 horas a cada mês. Para estudar é uma maravilha, pois para cada dia de trabalho eu tinha um dia inteiro para estudar em casa. Assim, a minha rotina consistia em estudar aprox. 10 horas LÍQUIDAS nas folgas. 5 horas no período da manhã (das 08:00 às 13:20, com alguns pequenos intervalos) e 5 horas no período da tarde (das 15:00 às 20:20, com intervalos). Nos dias de trabalho, eu tentava estudar após o serviço, mas era difícil, pois trabalhava 12 horas e chegava em casa morto. às vezes estudava de 1 a 2 horas, às vezes não conseguia. À noite, fazia academia de 3 a 4 vezes por semana. Considero a prática de exercícios físicos algo muitíssimo importante. Quando saiu o edital eu parei com os exercícios, mas me arrependi, pois nas 2 semanas que antecederam as provas eu estava absolutamente EXAUSTO e nem conseguia estudar direito.

Acho que, principalmente para quem não trabalha, e, por isso, estuda muitos dias seguidos, é muito importante relaxar de 1 a 2 horas no final do dia. Quando coincidia de eu folgar 2 dias seguidos eu fazia isso. Se não fizesse, meu cérebro acharia que do momento em que acordo até o último piscar de olhos eu estaria estudando, o que torna tudo muito mais cansativo, diminuindo a produtividade do dia seguinte. Assim, essa relaxada no final da noite era fundamental para mim. Eu costumava ficar vegetando na frente da TV assistindo àqueles filmes de ação, que não demandam nenhum tipo de raciocínio, rsrsrs...

Bom, estabelecida a rotina, restam alguns questionamentos. Sempre vejo gente debatendo sobre a boa e velha questão: estudar várias matérias em um dia, ou estudar uma matéria por dia? Isso realmente varia muito de pessoa para pessoa. O Carlos Augusto Beckenkamp, primeiro colocado de 2009 (que gentilmente respondeu a todos os 18 e-mails que mandei para ele), me disse que estudava uma matéria de cada vez. Isso pra mim não funciona. Estudando 20 matérias, se eu estudar uma por dia, no quarto dia já não lembro de mais nada da primeira, rsrs... Eu gostava de estudar 5 matérias por dia. Estudava 2 horas de cada. Eu fiz uma lista que colei na parede com todas as matérias do concurso. Eu as estudava na sequência, 2 horas cada matéria. Assim, as matérias mais importantes apareciam mais vezes nesta lista (como contabilidade, que aparecia 4 vezes). As menos importantes, apareciam apenas uma, como economia e finanças (obviamente isso foi antes do edital, uma vez que essas matérias saíram). Assim, as que apareciam mais vezes eu intercalava com as outras. Quando chegava ao final da lista, já havia estudado todas as matérias, mas mais horas aquelas mais importantes. Vou dar um exemplo:

CONTABILIDADE

TRIBUTÁRIO

CONSTITUCIONAL

ADMINISTRATIVO

RAC. LÓGICO

FINANÇAS

ECONOMIA

CONTABILIDADE

COMÉRCIO

TRIBUTÁRIO

etc...

Entretanto, esta tabela foi crescendo gradativamente. No começo do estudo, só havia as matérias básicas. Eu comecei com 6: contabilidade, tributário, constitucional, administrativo, comércio internacional e português. Nesta fase, em que tudo é novidade, eu não seguia o tempo de 2 horas. Quando iniciei os estudos, dedicava mais horas às matérias. Acontecia muitas vezes de eu estudar contabilidade um dia inteiro, ou tributário uma tarde inteira. Acho que o esquema das 2 horas por matéria só serve para quando você está apenas revisando o conteúdo. À medida que ia dominando os conteúdos, a lista ia crescendo e crescendo até abranger todas as disciplinas.

Um certo tempo depois, eu já havia estudado todas as matérias e estava apenas em processo de revisão, estudando aquelas 2 horas diárias cada uma das matérias, obedecendo a lista. Fiquei nessa situação até sair o edital. Quando o edital saiu, eu deletei da mente as matérias que haviam saído e dediquei boa parte do tempo às novidades. Era mais ou menos assim: eu estudava de acordo com a lista, mas à medida que os novos materiais iam saindo nos sites (ponto, estratégia etc...) eu os baixava e passava a dar total prioridade para essas aulas novas. Só retornava à lista qdo esgotava as aulas novas. As aulas complicadas eu lia mais vezes. Neste momento, você tem que acreditar na sua memória, e simplesmente deixar as matérias antigas um pouco de lado, dando ênfase às novas. Foi muito difícil fazer isso, principalmente pra mim, já que a minha memória nunca foi muito boa... Quando achava que estava bem nas novas aulas, voltava para as antigas e dava aquela revisada. Nos últimos 20 dias, praticamente só estudei as aulas novas. Resolvi ler todas elas pelo menos mais uma vez, separando alguns dias para dar uma boa lida na constituição e nas leis mais importantes. No dia da prova (o primeiro dia era na parte da tarde) eu acordei cedo e ainda estudei umas 3 a 4 horas. Eu fico mais tranquilo estudando até o momento da prova. Mas isso varia de pessoa para pessoa.

Quanto à questão teorias vs exercícios, eu sempre intercalava. Ao término de um capítulo, resolvia todas as questões sobre ele. E o mais importante: FAÇA SEMPRE QUESTÕES COMENTADAS. Hoje em dia isso é possível, pois há cada vez mais questões comentadas. Além dos livros e cursos em PDF, o site tecconcursos.com.br é sensacional para isso. Muito bom mesmo. Desta forma, você sabe exatamente porque acertou ou errou determinada questão.

Fazendo as provas

No primeiro dia eu sabia que iria duelar com o relógio. Afinal, era português e raciocínio lógico no mesmo dia. Além disso, em relação ao concurso de 2009, a ESAF adicionou 10 questões e não concedeu mais tempo. Isso tudo é um prato cheio para um completo DESASTRE. Bom, eu adotei a tática de fazer algumas questões de cada matéria ao invés de fazer todas de cada, pois assim garantiria o mínimo em cada disciplina. Foi mais ou menos assim: Fiz 14 das 20 questões de português. Sempre ia diretamente para as perguntas e, quando era puramente de interpretação de texto, eu pulava sem piedade, porque sabia que iria demorar. Depois pulei para inglês, matéria que acho fácil. Fiz rapidamente 6 das 10 questões. Pulei para civ/comerc/penal e fiz 10 das 20 questões. Para meu desespero, diferentemente da prova de 2009, as questões de civ/comerc/penal estavam MUITO LONGAS E COMPLICADAS. Depois disso, pulei para adm. geral/pública e fiz 6 das 10 questões. Finalmente, fui para a prova de raciocínio lógico. Quando terminei a DÉCIMA QUESTÃO, a fiscal largou a bomba: "falta 1 hora para o fim". Foi um desespero imediato. Respirei fundo, e procurei nas 10 restantes de raciocínio lógico algumas que pudessem ser resolvidas mais rapidamente e consegui fazer mais 3. Depois disso, voltei para as matérias anteriores e procurei fazer as questões restantes de cada uma delas. Quando faltavam 10 minutos, ainda restavam 7 de raciocínio lógico e 10 de civ/comerc/penal. Já havia preenchido o gabarito das questões que havia feito, então só me restou contar as alternativas. Depois de contar todas, a letra que menos havia sido assinalada por mim foi a letra "D". Assinalei as 7 de raciocínio lógico e as 10 de civ/comerc/penal na letra "D" e entreguei o gabarito. Foi, com certeza, um dos dias mais desesperadores da minha vida. Resultado: na prova de rac. lógico, das 13 que fiz, acertei todas. Das 7 que chutei, acertei 3, conseguindo 16 questões das 20. Em civ/comerc/penal, só queria fazer o mínimo, e acabei fazendo 11 das 20.

No segundo dia não houve sofrimento, pois não faltou tempo para realizar as provas.

Bom, essas foram as minhas experiências até o dia da prova. Agora, vou falar um pouco sobre os materiais que usei para estudar.

Bibliografia

Português - Olha, nessa matéria eu tenho sérios problemas para conseguir estudar. Eu li um curso da professora Cláudia Kozlovski e achei muito bom. Só que eu não consigo decorar as coisas de português. É um sofrimento muito grande pra mim. Assim, o que eu fiz foi comprar 2 livros do Décio Sena com as últimas 20 (aprox) provas resolvidas da ESAF. Assim, eu resolvi diversas vezes essas 20 provas. Isso é suficiente para ver o quê que a banca mais gosta de cobrar. Felizmente pra mim, a prova de português da ESAF não é muito decoreba. Então eu me dou bem com esse tipo de prova. Com esta metodologia acertei 18 das 20 questões.

Inglês - Não estudei.

Raciocínio Lógico-Quantitativo - Essa matéria pode ser dividida em algumas partes: Matemática Financeira, Estatística Descritiva, Estatística Inferencial, Lógica e Diversos (trigonometria, álgebra...)

Gostaria de destacar que, para mim, que não sabia NADA dessas matérias, foi importante um professor que nem o Sérgio Carvalho. Ele explica a matéria como se você fosse uma criança de 10 anos de idade, o que pra mim é ótimo. No final, você resolve questões cascudas sem se dar conta do real nível de dificuldade dela.

Matemática Financeira - Cursos do Olaamigos.com.br do Sérgio Carvalho (curso básico + curso pente fino) e livro do Sérgio Carvalho (Mtm financeira simplificada). Acredito que com esses cursos e com o livro você gabarita qualquer prova de Mtm financeira da ESAF.

Estatística Descritiva - Curso do professor Sérgio Carvalho no Olaamigos.com.br e livro (Estatística básica simplificada).

Estatística Inferencial - Essa matéria é um pouco mais delicada. Os professores Sérgio Carvalho e Weber Campos chegaram a postar algumas aulas. Sem dúvida, aquilo que foi ensinado por eles você deve acertar. Entretanto, as aulas oferecidas por eles não abrangem todo o conteúdo. Conversando com um amigo (o Vítor, XEXIM-RS no Fórum Concurseiros) que GABARITOU raciocínio lógico, fui convencido de que o melhor professor de estatística seria o Vítor Menezes. Ele tem aulas filmadas no euvoupassar.com.br e aulas escritas no estrategia.com.br.

Lógica - Cursos do Sérgio Carvalho no Olaamigos.com.br

Diversos - Esta parte de raciocínio lógico possibilita a cobrança de infinitas coisas. Acabei estudando aquilo que achava mais relevante no livro do Sérgio Carvalho (Raciocínio Lógico Simplificado)

Direito Civil - Lauro Escobar do ponto dos concursos. Excelente material.

Direito Comercial - Gabriel Rabelo do estrategia.com.br

Direito Penal - Pedro Ivo do ponto dos concursos. Excelente material.

Administração Geral
- Curso do professor Flavio Pompêo do ponto dos concursos.

Administração Pública - Olha, quando comecei a estudar, esperava 10 questões de peso 2 (foi assim em 2009), então, estudei pelo curso do professor Rafael Encinas. Este curso é muito bom, entretanto, é muito grande, denso e detalhista. Acredito que ele seja mais adequado para outras provas que não a de AFRFB. De repente para o MPOG. Com a diminuição do peso desta matéria, não creio que seja um bom custo/benefício para quem quer fazer a prova para AFRFB.

Direito Constitucional - Li o livro do Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino (o descomplicado) e o livro do Pedro Lenza. Ambos são excelentes, mas acho que o do VP/MA tem um custo/benefício melhor. Depois de ler esses livros, fiz os cursos de 1001 questões do Vítor Cruz (Vampiro) da ESAF, CESPE e FCC. Depois disso, comprei o curso regular de teoria x exercícios do VP e Frederico Dias. Acho que de todos os materiais que li, esse curso foi o melhor de todos. Simplesmente sensacional. Eu gabaritei a prova de direito constitucional de AFRFB. Fiz outras provas em casa (MDIC, CGU e PFN) e quase gabaritei todas elas só com esse curso da dupla. Além de todos esse materiais, acho indispensável a Constituição Anotada do Vampiro. Eu li ela umas 15 vezes (sem exagero). Ela está cheia de grifos e rabiscos de anotações. Cada vez que resolvia uma questão um pouco mais cascuda, eu ia na CF Anotada e fazia umas anotações.

Direito Administrativo
- Li o livro do MA e VP (o descomplicado). Além dele, fiz os 1001 questões do Vampiro da ESAF, CESPE e FCC e um curso de exercícios do Cyonil Borges. Nesta matéria aconteceu algo diferente. A prova (que costuma ser muito fácil) veio muito difícil e atípica. Das 10 questões eu só tinha certeza absoluta de umas 3 ou 4. As outras eu fiz meio que no "feeling". Os concurseiros devem ficar de olho na prova do AFT para ver se esta prova de AFRFB foi um ponto fora da curva ou se está ficando normal cobrar jurisprudência do TCU e do STJ em provas de direito administrativo. Fiquem atentos a isso!

Direito Tributário - Galera, podem falar o que quiserem: Leandro Poulsen, Eduardo Sabbag, Claudio Borba e etc... Pra mim, o melhor livro da história dos concursos é o livro do Ricardo Alexandre. Esse cara é um gênio, e o livro dele é simplesmente sensacional. Se puder complementar com aulas filmadas dele, melhor ainda. Entretanto, a ESAF tá cobrando MUITA jurisprudência. Algumas delas não estão no livro do Ricardo Alexadre. Assim, depois que saiu o edital eu comprei um curso do professor Diego Aderne, do ponto dos concursos, que é só sobre jurisprudência. Esse curso foi uma salvação!!

Auditoria - Galera, uma coisa é certa: se as provas de auditoria vierem que nem a de 2012 para AFRFB os professores vão ter que repensar suas aulas. Nesta prova, caíram duas questões relacionadas a uma tabela que eu não sabia nem por onde começar a responder. Das 8 restantes consegui acertar apenas 5. Estudei pelo curso do Davi Barreto e Fernando Graef. Esse curso era excelente até então. Agora, se essa prova for uma tendência, as aulas terão que ser mais aprofundadas.

Contabilidade - Pessoal, até hoje não consegui achar nenhum curso melhor do que o do Luiz Eduardo de 2009 do ponto dos concursos. Ele é uma obra de arte. O que me atraiu no curso foi a mesma coisa que afastou muita gente: suas 3.500 páginas de extensão. Eu pensei: finalmente vou aprender contabilidade. Hoje em dia este curso está desatualizado, então talvez seja um pouco perigoso estudar por ele. Na minha opinião, dá fazer este curso ainda e depois fazer um curso atualizado do Gabriel Rabelo, que é excelente. Para um primeiro contato com a matéria, sugiro um curso regular em video-aulas do professor Silvio Sande ou do Marcondes Fortaleza. Ambos são sensacionais!!

Legislação Tributária - Essa matéria foi novidade. Estudei pelas aulas do Murillo Lo Visco do ponto dos concursos e do George Firmino do estratégia. Ambas as aulas são excelentes.

Comércio Internacional e Legislação Aduaneira - Nessas matérias acredito que vocês devem ler os cursos do Rodrigo Luz/Missagia e do Ricardo Vale. Todos eles são excelente professores.

Discursivas - Galera, fiz alguns cursos com diferentes professores. Achei a professora Júnia Andrade a melhor e mais experiente. Muito boa mesmo, faça tudo o que ela mandar, rsrsrs. Na minha opinião, as provas discursivas são um grande problema. Acho que, para serem justas, as provas discursivas deveriam por obrigação cobrar apenas assuntos muito basilares. Não tem cabimento avaliar conhecimento numa prova dissertativa, isto já foi avaliado nas objetivas. Os professores vão falar que, nas discursivas, quem passou para esta segunda fase não precisa se preocupar, afinal, conhecimento já tem de sobra. Isso, na minha opinião, NÃO É VERDADE!! Veja o exemplo da prova para AFRFB/2012. O tema, que valia mais pontos, era sobre auditoria governamental. Uma pessoa que quisesse ir bem nas objetivas não poderia ter se aprofundado tanto nessa parte da matéria de auditoria, pois não valia o custo/benefício. E lá estávamos nós, tendo que discorrer sobre o assunto em 40 a 60 linhas. Além disso, uma das 3 questões era muito louca, sobre ÁGIO, algo que nem sequer é pacífico. Não sei qual seria a solução pra isso, mas a Júnia dá uma ótima ajuda, facilitando a compreensão de todos os fatores da tabela que o corretor irá seguir na hora de corrigir. Assim, podemos saber quais tipos de erros resultam em mais ou menos descontos.

Últimas considerações

Resumos: fazer ou não fazer?? Galera, isso é muito pessoal. Eu acredito que os resumos são muito importantes, mas eu me sinto agoniado fazendo-os. Sou hiperativo por natureza, então tenho dificuldades para fazer resumos, que geralmente são demorados. Eu prefiro usar a minha Constituição Anotada (do Vampiro) e imprimir leis e encher todos eles de anotações e rabiscos. O importante é "personalizar" os materiais, fazendo coisas com o próprio punho. Isso facilita a memorização. Entretanto, para algumas disciplinas, principalmente aquelas que não têm muitos exercícios para resolver, eu me rendi e fiz os resumos. Fiz resumos para Comércio Internacional e Auditoria, sem contar as inúmeras fórmulas de estatística e análise de balanços que eu escrevia num papel e lia quase todos os dias. Os meus resumos eram feitos à mão mesmo, com lápis e caneta, bem "feio".

Mapas Mentais: Nunca usei!!

Video-aulas, livros ou PDF? Salvo exceções, como o início dos estudos para contabilidade e raciocínio lógico (em sentido amplo, abrangendo estatística, mtm financeira etc...), acredito que quem estuda por livros e aulas em PDF e resolve vários exercícios adquire um conhecimento muito mais sólido do que uma pessoa que apenas assiste a video-aulas. Isso se tornou ainda mais importante com as discursivas. Uma outra exceção são as aulas filmadas do Ricardo Alexandre. Se tiver a oportunidade, assista a essas aulas. São incríveis!!

Galera, é mais ou menos isso... Devo ter decepcionado quem achou que eu utilizei técnicas incríveis e mirabolantes... A aprovação foi apenas fruto de muito estudo e disciplina. O grande consolo é que quem estuda passa, é só uma questão de tempo.

Forte abraço a todos

Thomas Araujo Jorgensen


Fonte: Fórum dos Concurseiros http://www.forumconcurseiros.com/forum/showthread.php?t=330066&page=3

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